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Modus Operandi®

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Traficante executado no salão de beleza

Preste atenção neste vídeo. O homem de camisa amarela é o mandante. Ele observa um traficante de camisa preta, sentado sobre o sofá em um salão de beleza, em uma cidadezinha do interior de Alagoas.

Instantes depois, o mandante faz um sinal com a mão (simbolizando o início da execução) para o matador. Em seguida, o assassino entra no salão e mata o traficante com vários tiros. Depois disso, sai pedalando, tranquilamente, a bicicleta. A multidão, aos poucos, se aproxima da vítima.


video

Caso o vídeo não abra, clique no link do Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=wub1bT2tFPY)

Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Cobranças existem

Nesta primeiríssima postagem de 2009, vamos abordar a questão do ACERTO DE CONTAS. Trata-se de uma das situações mais comuns vivenciadas no universo policial, onde, após um levantamento do perfil da vítima, a polícia chega ao(s) autor(es). Os antecedentes da vítima, o grupo que ela frequentava e as atividades que desempenhava, podem fornecer elementos para se chegar à elucidação do delito. Faz-se necessário, obviamente, um trabalho mais aprofundado, amparado pela criminalística, com o objetivo de levantar elementos relacionados com o crime. Esses elementos podem possibilitar as primeiras investigações e constituir provas indiciárias ou técnicas.
A priori, a autoria dos homicídios motivados por algum acerto de contas nem sempre deixam claro a identidade do assassino. Geralmente, o acerto está relacionado à dívidas de drogas ou vingança. Na maioria dos casos, a vítima é executada à curta distância com tiros no rosto ou cabeça. Já o ataque ocorre quase sempre de forma covarde e repentina, de forma que a vítima não tenha chances do revide ou fuga. Selecionamos três casos recentes, ocorridos em Natal, no Rio Grande do Norte.


1º CASO - VÍTIMA: Agnilton Amaral

O primeiro ocorreu em Felipe Camarão, na zona Oeste da capital, onde o perigoso bairro foi pela enésima vez, palco de mais uma execução. A tarde estava começando, quando um prestador de serviço da construção civil foi assassinado com tiros de revólver na cabeça, por dois homens ainda não identificados. O local, aos pés do morro do bairro - é marcado pela lei do silêncio e a polícia teve dificuldades para obter informações sobre o crime.



Uma das poucas pistas obtidas pela polícia dão conta de que Agnilton Amaral da Silva, de 22 anos, conhecido como “Neguinho”, estava na travessa de Todos os Santos, quando foi abordado por dois homens. Sem que houvesse qualquer discussão, os suspeitos sacaram os revólveres e começaram a atirar. Agnilton caiu no mesmo local e morreu na hora, sem chances de defesa. Os dois homens fugiram a pé, para cima do morro. Os peritos do polícia civil contaram oito perfurações no corpo de Agnilton. A polícia acredita no envolvimento com o tráfico de drogas, pela forma como os assassinos agiram.





2º CASO - VÍTIMA: José Cremildo


O relógio marcava 17 horas, da terça-feira última quando dois homens não identificados se aproximaram de José Cremildo Fernandes, 45 anos, que estava em uma moto na frente de um bar, no bairro das Quintas, zona oeste de Natal. Os assassinos, que estavam em uma motocicleta Tornado, de cor preta mandaram o filho de José, de 13 anos descer da garupa e correr.


Após isso, a dupla efetuou vários disparos de pistola . 40 contra o homem que estava de capacete. Seis tiros atingiram José, um atingiu o braço esquerdo, o outro a mão direita, um o tórax, outro nas costas e dois no olho direito. O garoto que presenciou a execução se escondeu atrás de uma árvore para não morrer.


A Polícia Militar foi acionada, rapidamente, assim como os funcionários do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep). Diante do crime, o trânsito ficou congestionado na localidade e foi necessário acionar a Polícia Rodoviária Estadual para desviar os veículos.

Familiares de José contaram que ele estava sendo ameaçado de morte. A vítima usava um colete a prova de balas e tinha um revólver calibre 38 na cintura, além de R$ 180 na carteira. Mesmo armado José não reagiu e tombou com a motocicleta.

Além do garoto de 13 anos que presenciou a execução do pai, estiveram no local do crime a companheira de José e um outro filho que disse que a vítima tinha passagem pela polícia por tráfico de drogas e também por roubo. A vítima morava na zona Norte de Natal. Assim que o pai dele chegou no local se desesperou ao ver o filho morto. Informações extra-oficiais dão conta que a vítima havia deixado a prisão há cerca de 30 dias e estaria sendo ameaçado pelos algozes.

O soldado Washington de Aguiar, o primeiro PM ao chegar no local do crime disse que as testemunhas que presenciaram o assassinato afirmaram que os acusados estavam seguindo José. No momento em que ele parou a moto na frente do bar, os homens encostaram e começou o ataque.

Uma multidão se aglomerou para ver o cadáver. Mulheres residentes nas imediações levavam as crianças para ver o homem morto. Os policiais tiveram muito trabalho para conter a população que por pouco não atrapalhou os PM e os peritos criminais.

Fotos: Ney Douglas

3º CASO - VÍTIMAS: Gilberto, Daniel, João Maria e João Paulo

Pouco antes do meio-dia dessa quarta-feira passada, no Vale Dourado, zona Norte de Natal, quatro rapazes foram assassinados com vários tiros. Por pouco outros dois jovens identificados como ‘Júnior’ e ‘Bruno’ também não foram executados pelos criminosos. As vítimas são: Gilberto Andrade da Costa, 28 anos, Daniel Silva Lima de Mesquita, 18, João Maria de Oliveira, 25 e João Paulo Moreira da Silva, 25.


A primeira informação colhida pela polícia no local da chacina foi de que quatro homens altos, armados de revólver calibre 38 estavam em um veículo Gol de cor branca. De acordo com a polícia, ‘Júnior’ seria a única pessoa que pode dizer alguma coisa para os policias sobre os quatro homicídios. Ele estava conversando com as vítimas, mas entrou em casa quando ouviu os disparos. O jovem contou aos policiais que ouviu muitos tiros e havia uma fumaça muito grande por causa dos disparos.

Marcelo garante que uma das linhas de investigação analisadas pelos policiais e que pode ter motivado a chacina seria a morte de um cabeleireiro que ocorreu quatro dias antes. Segundo o laudo do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) de número 01.0017.01/09, Rodolfo Rodrigo Bezerra Barbosa foi morto a tiros, no Vale Dourado, bairro onde a vítima morava. A pessoa que teria matado o cabeleireiro havia passado pelo local onde estavam os quatro rapazes conversando. O objetivo seria matar quem matou Rodolfo. São essas as primeiras linhas da investigação.

Para os agentes, dois dos rapazes mortos seriam ‘mosca branca’, ou seja, não tinham passagens pela polícia e também nenhuma acusação contra o João Paulo e Daniel. Já o Gilberto, conhecido como ‘Binha’ e João Maria, o ‘Coito’ tinham problemas com a polícia. Os dois tinham acusações de assalto e furto. Segundo funcionários do Itep, as vítimas foram mortas cada uma com três a cinco tiros, a maioria dos disparos atingiram a cabeça.


Fotos: Heracles Dantas

Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Munições fantásticas


Existem alguns questionamentos, no mínimo, interessantes, no ponto de vista balístico, acerca da eficiência empregada no cotidiano policial. Muitos ainda indagam, principalmente, sobre dois calibres: 40 e 380. Qual o melhor ? Veremos a seguir, que isso não se trata de uma simples escolha – uma vez que a necessidade de uso e as aplicações técnicas de ambos os calibres sobressaem o gosto pessoal do usuário. Iniciaremos a discussão, mostrando a aplicabilidade de cada calibre, suas especificações, características e vantagens. O leitor, como sempre, é quem vai tirar as conclusões.

CALIBRE (.380 ACP) -HISTÓRICO


O calibre .380 Auto ou .380 ACP (Automatic Colt Pistol), também conhecido como "9mm Curto", "9mm Short", "9mm Browning", "9x17mm". Ele foi lançado na Europa pela FN (Fabrique Nationale de Armes de Guerre – Herstal, Bélgica) em 1902 e chegou a ser utilizado como munição militar na Alemanha e Itália, nas armas de porte dos Oficiais. Ele foi introduzido pela Colt e tem sido uma munição popular para defesa pessoal no Brasil, projetada para as primeiras pistolas no sistema blowback, as quais não possuíam sistema de travamento da culatra. O calibre é balisticamente similar ao calibre 9x18mm (9mm Makarov), desenvolvido pelos soviéticos, que é um pouco mais "potente".


O .380 ACP é compacto e leve, mas de curto alcance e poder de parada menor que o do revólver .38 Special, apesar de apresentar um melhor poder de penetração. A vantagem no quesito “defesa pessoal” tem sido no desenvolvimento das armas bem compactas fabricadas para esse calibre, por isso é um calibre bem popular no país. Outra vantagem é o pequeno recuo, tornando-o aceitável para o público feminino. A velocidade é de no máximo 300 m/s.

Pontiagudas ou ocas, as pontas são extremamente perfurantes

Com um “Stopping Power” cerca de 20% superior ao calibre .32, ainda é munição padrão de algumas forças policiais na Europa, devido à grande portabilidade das armas que a utilizam. Trabalha com pressões semelhantes às do .38 Special, porém, devido ao binômio “baixo peso do projétil X pequena carga de pólvora”, não chega a causar igual impacto no alvo, apesar de desenvolver velocidade superior. Encontra-se no limiar entre os calibres “aceitáveis” para defesa e os calibres ineficientes.


Mesmo atingido por uma 380, o meliante resiste

O mala ainda fez pose na Delegacia

Em 1987, o Ministério do Exército, através da Portaria n° 1237, incluiu o calibre .380 ACP e as armas que o utilizam na classificação de “armas de uso permitido”, acessíveis ao civil, causando sensação devido à novidade no mercado brasileiro. A utilização para defesa pessoal não é recomendada, pela baixa transferência de energia do projétil ao alvo.

Beretta .380 ACP - parece até uma furadeira


CALIBRE (.40 S&W) - HISTÓRICO


O calibre .40 S&W foi desenvolvido especialmente para a Polícia Federal Norte Americana o FBI e é o calibre preferido das polícias brasileiras. No Brasil, houve muita resistência para que o calibre entrasse no país, senão para participantes de tiro esportivo que, para esses, sempre foi permitido. O calibre 9mm Luger e 357 magnum eram permitidos para Polícia Federal e a .45 somente para Forças Armadas, assim, permitir o calibre .40SW que é superior ao 9mm e intermediário entre o 357 magnum e o .45 teria que advir de uma comoção nacional.

Projétil .40 se abre após o impacto no alvo

A primeira força de segurança pública a vencer essa barreira junto ao Exército Brasileiro, que controla as armas e munições no Brasil, foi o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, que em 1998 foi toda equipada com pistolas .40SW e aposentado seus revólveres 38 e suas antigas pistolas .380. O calibre .40 S&W, lançado comercialmente em 1990, foi concebido a partir do cartucho calibre 10 mm Auto. Assim que este último calibre foi deixado de lado pelo FBI, a Smith & Wesson iniciou as pesquisas que resultaram no desenvolvimento do calibre (.40).



PRF é pioneira no uso da munição .40 no país

Estatísticas norte-americanas apontam o calibre .40 S&W como uma das mais efetivas munições para defesa, com o seu “stopping power” chegando a 96% - superando o calibre .45, historicamente conhecido como mais eficaz. O calibre .40 S&W ainda pode ser considerado uma munição que ainda encontra-se na sua “infância”, em termos de mercado, pois foi lançada há pouco mais de dez anos.

Projétil libera muita energia e paralisa o alvo

Uma das vantagens reconhecidas nesse poderoso calibre é o “Stopping Power” – termo que teve origem no final do século XIX, para expressar a capacidade de um determinado projétil em neutralizar um agressor, pondo-o fora de combate, sem necessariamente matá-lo. Ao contrário do calibre .380 ACP, a .40 amplia o poder destrutivo em tecido humano, causando hemorragias e um efeito psicológico tremendo no alvo.


Tiro de .40 provoca hemorragias e destruição do tecido

Essa munição foi testada em bovinos vivos e em cadáveres humanos, registrando-se os efeitos observados. Nos cadáveres, suspensos no ar, era observada a capacidade de um projétil de fraturar ossos e de transferir energia, mostrada pela oscilação dos corpos pendentes. Nos animais, pretendiam ver o poder de incapacitação proporcionado pelos diferentes calibres. Pelos resultados desse teste, verificou-se que o calibre .40 S&W apresenta um desempenho excelente, superior a qualquer coisa alcançada pelos antigos calibres permitidos no Brasil (.38 SPL e .380 ACP) e até por algumas munições 9 mm e .45 ACP.





QUESTÕES IMPERTINENTES

Se por um lado a polícia está, em dias atuais, mais preparada que para disparar menos a esmo, do que um meliante, durante um confronto, por outro continuam vulneráveis a cometer erros, até mesmo desastrosos. É nesse ponto onde o Estado aposta mais nas munições não letais, como forma de reduzir as mortes e as prováveis indenizações. Diante disso, o que pensa o leitor em um projétil que não tenha tanta velocidade, mas possua maior poder de parada (stopping Power) e claro, menos letal ? É melhor matar ou ferir o inimigo ? Antes de responder, lembre-se da tão conhecida ‘legítima defesa’.

Situação de estresse: munição pode fazer diferença

A legislação penal brasileira reconhece o direito de defesa, de modo a interromper ou impedir a ação agressiva, desde que os meios dos quais lancemos mão sejam exercidos de modo moderado. A lei não nos autoriza a matar para nos defendermos. Isto é tanto válido para o civil, para o policial. A morte do agressor poderá ocorrer por azar, sem que sejamos autorizados a reagir com a intenção de matar. Se nos defendermos com uma arma de fogo sem a intenção de matar, a morte poderá ocorrer dependendo das estruturas orgânicas que forem atingidas pelos tiros disparados. Se a falta de intenção de matar for clara, a morte do agressor deverá ser escusada.


Governo quer reduzir indenizações com a morte dos malas

Em outro prisma, observa-se que policiais atribuem mais importância à penetração dos projéteis, julgando ser mais importante a velocidade dos mesmos. Muitos defendem o uso do 380, principalmente, ao se confrontar com elementos perigosos, no interior de veículos, por exemplo. O calibre perfurante atravessa a chapa e vai buscar o oponente, até mesmo se tiver escondido debaixo do banco.

Vantagem da .380: atravessa a chapa e acerta até o capeta

São duas correntes de pensamento que já vinham mantendo grandes e intermináveis discussões. Há também quem defenda que projéteis leves e mais velozes têm um poder de parada maior do que os mais pesados, mesmo quando esses têm a mesma configuração (ponta oca, por exemplo).
De acordo com uma pesquisa feita pelos estudiosos norte-americanos (Evan Marshall e Edwin Sanow), não há uma munição mágica, que garanta 100% de poder de parada (Stopping Power). Todos os trabalhos asseveram que o fator mais importante para aumentar as chances de parar um agressor é a colocação correta do tiro em seu corpo. O local atingido, na maior parte das vezes, é mais importante do que o calibre utilizado.

Pesquisadores esquecem calibre e apostam no tiro certo

Outro fator apresentado nos estudos de Marshall e Sanow é a questão da penetração do projétil em alvo humano. Um projétil com pouca penetração poderá não atingir a zona vital para a ocorrência da incapacitação imediata, detendo-se em roupas grossas ou mesmo em ossos e outros obstáculos. Em compensação, um projétil com alta penetração poderá transfixar o corpo do agressor, e atingir um refém ou cidadão inocente, por exemplo.


Munição correta não deve transfixar o alvo


Alvo tombou, mas projétil só deixou um orifício de lembrança

Estabeleceu-se como padrão ideal de penetração a profundidade de 10 a 12 polegadas em corpo humano (cerca de um palmo). O projétil, preferencialmente, não deverá transfixar o alvo, e sim, deter-se nele para uma eficiente transmissão de toda a sua energia cinética.


O TIRO 'NERVOSO'

Quando um projétil de arma de fogo atinge o cérebro ou o tronco cerebral e destrói estruturas responsáveis pela consciência ou pelo tônus muscular dos músculos que mantém o corpo ereto, ou quando o tiro atinge a medula espinhal e interrompe o comando nervoso das pernas ou mesmo dos braços e das pernas, dependendo da altura da medula atingida, ou, ainda, em algumas pessoas, quando atingido um vaso calibroso importante, provocando o chamado choque hipovolêmico, ou seja, a rápida perda de grande quantidade de sangue, há grande probabilidade de que ele cesse imediatamente suas ações. Nesses casos, o agressor deve cair instantaneamente.

Tiro atinge medula e meliante dá adeus à carreira

O atirador conta com três possibilidades principais de parar um agressor instantaneamente: um tiro que atinja a cabeça e acerte principalmente a estrutura do tronco cerebral; um tiro que secione a medula espinhal; e o tiro com um projétil de alta velocidade, que gere uma cavidade temporária capaz de produzir o citado choque neurogênico.

Tiro na cabeça está valendo para qualquer calibre

Assim, a maior certeza de parar imediatamente um agressor usando uma munição (.380) é acertá-lo com disparos múltiplos, uma vez que os estímulos gerados por várias cavidades temporárias se somam, e resultam em um poder de parada muito maior.

É preciso ser generoso nos disparos com .380

Podemos contar também com a incapacitação mecânica do bandido, caso ele seja atingido no fêmur por um projétil (.40). Neste caso, o alvo irá cair instantaneamente, tanto por problemas mecânicos como por reflexo pela dor. Entretanto, permanecerá no domínio de seus movimentos com as mãos, e se estiver armado com uma arma de fogo, poderá seguir atirando, pois não terá perdido os sentidos.

Meliante leva de .40 na perna - quanto delírio !

Lembramos aos leitores que o chamado (Stopping Power) é um fenômeno relativo, que não pode ser calculado com uma certeza matemática, pois depende de muitas variáveis, entre elas, a individualidade biológica do oponente. É essencial para a obtenção do (SP), além dos fatores já vistos anteriormente, um conjunto arma/munição preciso e eficiente, o tipo (configuração) da munição empregada, o local atingido no corpo do oponente, múltiplos disparos nas zonas atingidas (salienta-se a importância do segundo tiro), penetração suficiente do projétil (10 a 15 polegadas) e uma grande cavidade temporária provocada pelo impacto do projétil.

Cravado de .40, bandido volta de 1ª classe à vala

Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

WOTAN 3K

Ela é robusta e possui ponta reforçada para atender ao uso do produto também como ferramenta para solicitações especiais, incluindo arrombamentos, perfuração de tijolos, auxilio de escaladas e degraus, montar cargas de demolição, além, é claro, de cortar e perfurar, ou no combate individual como último recurso para garantir a sobrevivência. Deus germânico do raio e do trovão, Wotan é o nome escolhido para batizar uma faca que traz a Corneta de volta à cutelaria brasileira. É a resposta da empresa para quem quer a combinação de faca de caça de desenho clássico, com as características de uma moderna faca tático-militar.

Desenvolvida em aço carbono forjado na pintura epóxi negra
Após seis meses de testes ininterruptos, a Wotan 3K é a primeira faca aprovada pelo Batalhão Operacional de Polícias Especiais do Rio de Janeiro (BOPE/RJ), durante o curso de formação dos novos integrantes e em operações reais da tropa, apresentando pleno êxito e desempenho. Essa é a primeira vez que uma faca é submetida a testes tão rigorosos no Brasil.

As peças foram usadas durante seis meses na forma que o BOPE julgou ser a mais adequada, divididas em dois lotes: 50% das facas para os integrantes do curso de formação de novos elementos, e o restante para a unidade de combate. A Wotan suportou praticamente todas as operações, apresentando uma pequena falha somente quando foi aplicada, por um dos policiais, como pé de cabra para arrombamento de uma porta. Nesse processo, rompeu-se a ponta da faca, sendo este o único problema apresentado na primeira fase de testes, que durou três meses.


WOTAN PERFIL HOLLOW GROUND - MOD. I

Com novo lote da Wotan 3K em mãos, o BOPE realizou novo protocolo de testes de campo e treino. Desta vez, todos os quesitos do teste tiveram resultados entre bom e excelente, colocando a faca na situação de resultados plenamente satisfatórios perante a tropa e suas tarefas de campo.
WOTAN PERFIL FLAT GROUND - MOD. II

O desenvolvimento do design, estudos de materiais e dinâmica do produto são supervisionados pelo cuteleiro Peter Hammer, responsável pela criação da linha de facas Wotan: "A nova versão Wotan 3K é na verdade nosso terceiro modelo, sendo ainda mais forte e resistente, o que justifica seu nome Wotan 3, para terceira versão; e K identificando o termo Kraft, que significa 'força' no idioma alemão", explica o cuteleiro.

O brinquedo custa em média, R$ 450 nas cutelarias


Segundo Hammer, a importância da aprovação do BOPE, é que, na busca por soluções para seu trabalho, o Batalhão realiza provas e testes que são usados como base de informação para outras forças policiais e militares, informações que têm grande credibilidade no meio especializado.


Versão com ponta reforçada foi eleita a 'queridinha' do Bope

Os modelos da faca Wotan expostas aos testes, e outras recebidas após sua conclusão, foram incorporadas ao material de serviço operacional e estão em serviço hoje no Batalhão, acompanhando os "Homens de Preto" em suas missões. Recém-lançada pela cutelaria Corneta, a faca é recomendada tanto para uso tático policial, quanto para caça, pesca, prática de esportes e colecionadores. Mais informações pelo site (www.cutelariacorneta.com.br).

Domingo, 16 de Novembro de 2008

Sobrevivi a um tiro de FAL !

Esta é a história do Soldado Giovane, do 5º Regimento de Carros de Combate (RCC), em Rio Negro, no Paraná. Poucos sabem, mas esse militar tentou contra a própria vida em 2005. Hoje, sem dúvida, fica uma lição de vida: O suicídio não resolve absolutamente nada. Não vale a pena se matar !
Giovane após cirurgias plásticas reparadoras

Giovane teve sorte, muita sorte em continuar vivo. A arma que ele utilizou na tentativa de se matar era, simplesmente, um Fuzil Automático Leve (FAL). O calibre 7,62 x 51 mm, por sua vez, dispensa qualquer comentário quando o assunto é poder de destruição. Ainda assim, o militar sentou-se no vaso sanitário do banheiro do Corpo da Guarda e pôs o cano do FAL (533mm) sob o queixo. Ele estava decidido a atirar.

Carga explosiva da munição do FAL é superior a do AK-47

Contudo, ele não conseguiu alcançar o mortífero gatilho. Giovane, então, resolveu inclinar o corpo para o lado esquerdo para efetuar o disparo. Dessa forma, o soldado tirou o cérebro da rota do projétil, que entrou pelo queixo e saiu pelo lado direito da face. O estrago, como era de se esperar foi grande.


Note o orifício de entrada do projétil abaixo do queixo

Tiro causou estragos na fenda palatina, língua, dentes e via oral

Nariz de Giovane foi destruído e por pouco olho não é atingido

Vítima conheceu como poucos o calibre 7,62


Felizmente, o militar sobreviveu. Ele foi levado às pressas pelos colegas ao Hospital Geral de Curitiba (HGeC), que presta total apoio ao 5º RCC. Após várias horas de cirurgia, na UTI, os médicos conseguiram reparar o trauma causado pelo tiro, conter as graves hemorragias e ainda reconstituir, parcialmente, o rosto da vítima.



Soldado ficou na UTI se recuperando do trauma


Pela graça divina o soldado Giovane não morreu. Certamente, ele irá ficar para sempre com seqüelas desse ato insano, mas que valerá como um milagre, uma lição de visa, talvez, para muitos que pensam ou já pensaram em cometer suicídio.

Sábado, 1 de Novembro de 2008

PF e BOPE juntos no RN


Uma incursão que policiais federais e do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) não esquecerão tão cedo, afinal, eles se anteciparam à ação de uma quadrilha fortemente armada, abordaram e aniquilaram os meliantes, quando os mesmos estavam prestes a atacar o Banco do Brasil no município de Lajes - região Central, a 130 quilômetros de Natal, capital potiguar.
Agentes federais se posicionam em campana à espera do bando
Durante a interceptação, um intenso tiroteio. Pelo menos, oito dos nove assaltantes que estavam em uma picape S-10 morreram no local do confronto, na zona rural do município. O grupo era oriundo dos Estados da Paraíba e Pernambuco. Com eles foi apreendido um arsenal composto até por granada. O único sobrevivente do grupo, o“Daniel”, foi preso na cidade vizinha de Angicos. Segundo investiga a polícia, ele daria fuga ao restante dos ‘colegas de trabalho’.

Dos nove, só sobrou um para contar o que viu
Há cerca de dois meses, a Polícia Federal investigava o bando. A monitoração do Serviço de Inteligência detectou que o grupo de outro estado planejava um grande assalto na Região Central. Porém, não se sabia se seria contra uma agência bancária ou carro-forte. Quatro dias antes da chegada deles, os agentes fizeram campanas no meio do mato e rodovia, nas imediações de Lajes. Assim que confirmaram a iminência do assalto, a PF acionou o Bope que, prontamente, mandou cerca de 30 homens de Natal ao local.

O último assalto da turma. Nunca mostravam o rosto

Policiais montaram as campanas nas principais estradas de terra que dão acesso ao município. Por volta das 10h30, os agentes localizaram a picape S-10 azul, placas KIC-7358/Jaboatão dos Guararapes, com homens vestidos com roupas camufladas, capuzes pretos - um deles com luva cirúrgica. Os marginais iam ao Centro de Lajes, onde um carro-forte com grande quantidade de dinheiro parou para abastecer a agência do Banco do Brasil. Estima-se que a quadrilha planejava roubar cerca de R$ 1 milhão.
Polícia esperava a picape S10 entrar na cidade

O Bope e a PF agiram rapidamente e interceptaram os bandidos numa estrada de terra a cerca de 300 metros da BR-304, nas imediações de um posto de serviço de empresas de ônibus. Houve reação, o que já era de se esperar. Sem muitas alternativas, houve revide. Nenhum dos policiais foi ferido. Ao contrário disso, oito bandidos foram alvejados e tombados.


Rapaziada levou chumbo de potentes calibres

Com o grupo, a polícia apreendeu um forte arsenal: quatro fuzis, três espingardas calibre 12 de repetição, seis pistolas de grosso calibre, dezenas de munições e uma granada defensiva de fabricação Argentina. Entre o material pessoal apreendido com os assaltantes mortos estavam três alváras judiciais de soltura e uma autorização de saída. Os documentos estavam nos bolsos de quatro dos oito acusados e comprovam que já possuíam antecedentes criminais.

Coisa de 'profissional' - reparem no armamento

Com tanto furo nem a roupa serviu para doação

A PF/RN contabilizou apenas 24 cartuchos deflagradas, de calibres diversos. Somente na lataria do veículo S10 utilizado pelo bando foram contabilizados mais de 100 disparos. Três dos assaltantes iam na cabine dianteira e os cinco restantes na carroceria. Segundo relatos de parentes, a maior parte dos corpos ficou completamente irreconhecível.

Picape ficou só a peneira após o confronto

Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Por essa, nem Zezinho esperava !

Era para ser apenas uma sondagem, no intuito de verificar se quatro suspeitos de assaltos a motociclistas estavam em casa, no conjunto Santarém, zona Norte de Natal. No entanto, quando um agente de Polícia Civil do 12º DP se aproximou dos "malas", todos correram para dentro da residência e começaram a efetuar disparos.

Zezinho tombou com a arma em punho

O policial, então, revidou. Começou um rápido tiroteio. Em um momento oportuno, o agente resolveu entrar no imóvel, dando de cara com um dos suspeitos tombado. Das várias munições .40 deflagradas, uma delas atingiu em cheio a cabeça de Edson Nascimento da Fonseca, 18, conhecido como "Edinho". O jovem - futuro promissor no submundo do crime - foi extirpado da sociedade, antes do atendimento de primeiros socorros. Considerado um garoto "bom", principalmente para os familiares e "colegas de trabalho", Edinho ficou em silêncio absoluto, até a chegada do rabecão. Na mão direita, o fiel revólver calibre 38, usado em vários roubos, permanecia na mão direita.

Os "manos" tiveram muita sorte

Em seguida, o reforço foi acionado e os outros dois "anjinhos" foram presos. Chairo e Chanaan Alves de Oliveira, de 19 e 18 anos, haviam saído de casa, segundo a polícia, depois que viram o coleguinha descer o subsolo. Segundo a polícia, ambos passaram a fingir não saber o que havia acontecido e teriam afirmado não conhecer a vítima. No entanto, como os dois já eram investigados por assalto a moto, não de outra: cadeia. O quarto acusado, conhecido como "Zezinho" conseguiu fugir. Chairo e Chanaan foram autuados por formação de quadrilha e tentativa de homicídio. Pelos crimes de assaltos responderão mediante portaria.